PCA

PCADurante a atividade laboral, o sistema auditivo pode ser atingido por diversos agentes agressores, como o ruído intenso em exposição continuada, o ruído de impacto muito intenso, a exposição a certos produtos químicos e os
traumatismos físicos.
Dentre os agentes que constituem riscos ocupacionais, o ruído é o mais frequente, atingindo um elevado número de trabalhadores. A perda auditiva induzida pelo ruído é considerada, atualmente, uma das doenças ocupacionais mais frequentes do mundo.
A Organização Mundial da Saúde estima que milhões de pessoas, em todo o mundo, são portadoras de perda auditiva induzida por ruído ocupacional. No Brasil, possivelmente algumas centenas de milhares de trabalhadores são acometidos por esse agravo.
Todos os funcionários expostos a níveis de pressão sonora elevados, ou seja, que ultrapassam os limites de tolerância estabelecidos nos anexos 1 e 2 da NR15 da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho, deverão ser submetidos a exames audiométricos no ato da admissão, periodicamente, em mudança de função, no retorno ao trabalho e no demissional.
Todas as empresas que possuem trabalhadores expostos a níveis de ruído acima de 80 dB(A) durante a jornada de trabalho devem desenvolver o PCA.
O PCA (Programa de Conservação Auditiva) é o conjunto de atividades adotadas para a prevenção deste risco ocupacional. Ele é um processo dinâmico que previne e/ou estabiliza as perdas auditivas causadas pelo ruído. É um conjunto de procedimentos elaborados com o objetivo de impedir que determinadas condições de trabalho provoquem a piora dos limiares auditivos. Sendo assim, visa proteger a saúde auditiva dos colaboradores expostos a níveis de pressão sonora iguais ou superiores a 80dB (NA).
O Programa de Conservação Auditiva torna funcional todo o acervo de audiometrias realizadas nos trabalhadores ao longo dos anos, valorizando assim o investimento feito. Assim também, orienta os funcionários sobre hábitos saudáveis e não saudáveis para a saúde auditiva e sobre a importância e conscientização do uso correto dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais).
Além de prevenir e diminuir a incidência de perdas auditivas ocupacionais, o PCA melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, uma vez que o ruído excessivo pode causar danos extra-auditivos, tais como: estresse, cefaleia, doenças cardiovasculares, doenças gastrointestinais, fadiga, mudança de humor, alterações do sono, alterações neurológicas, alterações hormonais, alterações vestibulares, tensão muscular, irritabilidade, falta de atenção e concentração, ansiedade, depressão, isolamento social, entre outros.
Portanto, as empresas que possuem o PCA, além de estarem cumprindo a lei, estão diminuindo os acidentes do trabalho e desta forma, estão aumentando os ganhos monetários diretos e indiretos e ainda contribuindo para o bem estar de seus colaboradores e familiares.

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